| Sobre o pioneirismo da Tribal no Brasil |
| Escrito por Rhamza Alli | |||||
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Em 1999 voltei aos Estados Unidos e por lá permaneci por 2 meses unicamente estudando dança. Tive então, meu primeiro contato com a ATS, me interessei muito pelo estilo e nele me aprofundei, fazendo aulas, lendo muito sobre o assunto e assistindo a muitos vídeos. No final daquele ano trouxe comigo toda essa bagagem e comecei a trabalhar com a meninas da Companhia este estilo que parecia tão estranho comparado à Belly Dance ou ao Folk, até então conhecidos no Brasil. A partir dos conhecimentos e da inspiração da ATS criamos nosso próprio estilo, onde pesquiso as danças tribais realmente de algumas regiões (e não como a ATS que não se refere especificamente a nenhuma tribo) e, a partir delas montamos as rotinas - é lógico, que não se pode por no palco, uma dança como era/é dançada nas tribos, ela é modificada, enfeitada, mas mantém sua essência e dá o seu recado. Então, em 2001, como parte do espetáculo “Egypta” apresentado aos dias 6, 7, 8 e 9 de dezembro no Circo Teatro Funcart, Londrina-PR, apresentamos a 1ª dança estilo Tribal no Brasil, isso está registrado em vídeo, fotos e inclusive uma crítica no jornal Folha de Lodrina assinada pela jornalista Célia Musilli (atachada). É claro, que não se compara a fazer algo em grandes centros como São Paulo e também, é claro, que, na época, eu não tinha noção da proporção que o estilo tomaria em todo o Brasil, já que foi difícil sua introdução até à minha própria Companhia, acostumada aos meus devaneios (rss). De qualquer modo, não conheço registros anteriores do estilo e gostaria de deixar isso registrado, sem nenhuma pretensão... Abaixo, a descrição da nossa Tribal que está no meu site e, atachado, a reportagem acima citada, a qual eu escaneei a partir do site da Folha e o link está no rodapé, com a data. Estilo Tribal – Companhia Rhamza Alli O Estilo Tribal desenvolvido pela Companhia Rhamza Alli tem como ponto de partida o Estilo Tribal Americano (ATS), porém com características próprias em todos os sentidos, desde o figurino que se personalizou, a maneira de montar as coreografias e a leitura da música e do que é “tribal”: - Dentro de um pout pout ri, cada dança tem uma referência em alguma dança específica, o que torna cada uma totalmente diferente da outra e constrói, assim, um espetáculo bem variado e dinâmico; - Basicamente, o figurino se mantém, porém, com acessórios mais pertinentes à nossa realidade, cores de nosso gosto pessoal, fugindo do “sempre preto” e “cholis’ de manga mais curta (mais adequados ao nosso clima); - O toque dos snujes não se limitam ao “taketá” e sim, variamos para Baladi, Maksoum, Saiidi, Karshilama, com combinações, variações e floreamentos;<BR> - Mantemos os “zagareets” e outros sons guturais de comando, além de uma incrível conexão de olhares e troca de energia; - A postura não se mantém como na ATS, com um envergamento na torácica, projetando plexo e estômago, como no flamenco e sim mantemos uma postura bem ereta e alongada; - A alegria e descontração da ATS se mantêm, porém, alternamos danças mais sérias, como as de transe, ou dramáticas, entre fases coreografadas e de improviso, até a descontração total e integração com o público. rhamza@rhamza.com.br
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