Não podemos começar a discutir a Deusa e a dança do ventre sem antes rever o passado.Nas antigas religiões o culto da deusa era praticado pela maioria dos povos. A Dança fazia parte desses cultos. Alguns movimentos eram muitos parecidos com os da dança do ventre. Segundo Lucy Penna a criação desses movimentos e dançando os seres se identificavam com a eterna roda da vida, aprendiam a compreender como foi feito o universo e podiam constatar no seu centro o a chama criadora que move em cada um. A dança era um instrumento para “alcançar” os deuses, deusas, a luz, a consciência. Com o passar dos tempos e com o fim da religião antiga a dança foi adaptada para ser executada como simples forma de divertimento, todo o conceito da prática religiosa foi sendo esquecida e sofreu um enorme preconceito, um exemplo disso é o relato na bíblia de Salomé. A sua relação com a deusa e a deusa em si foi sendo substituída por conceitos impostos pos aqueles que comandavam os novos tempos. Sua banalização foi sendo enraizada. Porém a tentativa dessa marginalização não se teve por completa, alguns povos ou até mesmo algumas pessoas continuaram a acreditar nos ensinamentos do passado e de uns tempos para cá a relação com a deusa vem sendo revivida e através da dança do ventre ela vendo sendo explorada e divulgada, mas será que essa exploração está sendo positiva? O que diriam as sacerdotisas do templo? Essa é realmente a antiga dança das deusas? Essas perguntas cabem a cada uma de nós respondermos. A ultima pergunta eu diria que não, essa não é a antiga dança dos cultos a deusa, é sim, influenciada por ela. A dança do ventre faz com que nos tornemos deusas e com isso chegar mais perto da matriz, da mãe, é um mergulho em nós mesmas, é um encontro com nossa feminilidade. Segundo estudo de Patrícia Bencardini, os estados de consciência que podemos atingir da deusa através da dança do ventre são: • Danço porque sou a deusa; • Danço porque represento a deusa; • Danço porque sou uma parte da deusa; • Danço porque estou mergulhada na deusa Cada mulher, bailarina precisa saber manifestar a deusa de sua própria maneira e consciência; “A jornada do herói trata de viver o próprio destino e não aquele que a sociedade define”. Vivenciar a Deusa é o reencontrar a verdadeira essência da mulher, a serpente tem uma simbologia muito interessante, ela vive trocando de pele, quando está se movendo está continuamente mudando sua forma e a cada ondulação ela troca sua imagem; uma cobra é um animal com mil formas e ainda assim é uma cobra, isso é vivenciar a deusa. Temos que estar sempre criando, mantendo e destruindo nossos pensamentos, nossos movimentos, nossa energia feminina, a energia da grande mãe e com isso transformando nossa dança do ventre em dança da deusa-mulher, do amor, da terra, da vida. Simone Martinelli Artigo publicado originalmente em www.aljawhara.com.br http://www.aljawhara.com.br http://www.aljawhara.com.br/mizna.htm Rua Lisboa, 973 São Paulo (11) 3086.1412 Artigos Relacionados: Hajla Fayad é homenageada, Estilo Libanês de Dança do Ventre, Me adiciona (5217 Acessos) Novidades Panamericano de Dança 2008 (2094 Acessos) Notícias 4a Semana da Dança Piracicaba (2377 Acessos) Notícias Dança do Ventre, flamenco, feminilidade, personalidade e outros quetáis (5864 Acessos) Artigos A Dança do Ventre no terceiro setor: a recuperação do papel social (2745 Acessos) Artigos
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Não podemos começar a discutir a Deusa e a dança do ventre sem antes rever o passado.









