| A dança oriental e a auto-estima da mulher |
“Expressar a sua personalidade através da Dança Oriental, às vezes sozinha, outras acompanhadas, incita a Mulher a ter uma novo olhar sobre a sua auto-imagem (muitas vezes negativa) numa atmosfera fortalecedora e encorajadora. Este encontro entre o céu e a terra, entre a força e a sensibilidade, intensidade e paz interior, sensualidade e poesia leva muitas mulheres a alcançarem liberdade interior.” Autor desconhecido. Dançar é uma forma de libertação. Libertação de tensões, medos, preconceitos, de fantasmas que criamos no nosso inconsciente. Todo o ser humano, Homem ou Mulher nasce com uma liberdade interior, que se vai perdendo à medida que este vai crescendo, e ao atingir a idade adulta, a maioria de nós já perdeu a alegria, a paz, e a vivacidade próprias de uma criança. Essa perda atinge particularmente as mulheres. A pressão que se vive hoje em dia, a exigência em ter que ser a chamada “mulher ideal” por uma sociedade materialista e obcecada pela perfeição (perfeição em sermos Mulheres, Mães, Esposas, Trabalhadoras, etc…), afasta a mulher de ser Ela Mesma, de saber aceitar-se com todos os seus defeitos e qualidades, com todas as suas capacidades e incapacidades. Assim, vamos mergulhando numa ilusão dessa mesma “perfeição”, onde cada uma de nós passa a querer ser algo pré-definido, deixando de olhar para dentro de nós e esquecer o que realmente somos e o tão maravilhosas que podemos ser em todas as áreas da nossa vida. A meu ver, o Oriente sempre foi mais sábio em relação ao ser humano, principalmente em relação à Mulher. Basta analisar a História para verificarmos a atenção e a importância que os antepassados do Oriente davam ao fato de se ser Mulher e tudo o que ela representava, fosse para o bem ou para o mal, pelo fato de ser uma sociedade Matriarcal. A Dança Oriental nasce e é desenvolvida num período onde a mulher sem tabus e sem preconceitos, dança para ela própria e numa forma de comunicação com o divino/inconsciente/algo superior e o seu interior, conduzindo-a a um profundo auto-conhecimento, que a leva a uma aceitação plena de como realmente é, desenvolvendo um estado de paz interior (consigo) e exterior (com o mundo). Desde esse período até aos dias de hoje a Dança Oriental sofreu várias metamorfoses e influências (boas e más), ganhou e perdeu qualidades, mas nunca deixou de transmitir a quem a pratica a possibilidade de se encontrar com o seu interior e saber ouví-lo. Sempre irá conter nos movimentos da técnica desta dança o treino e visualização de imagens arquetípicas que contêm uma acumulação de séculos de sabedoria. Assim, a Dança Oriental desperta e desenvolve todos os sentidos, a intuição e a sensibilidade (tão característico das mulheres), desbloqueia e apura a nossa sensualidade melhorando o relacionamento com a nossa própria sexualidade. Aprende-se a aceitar como somos e não como gostaríamos de ser, deixando-nos com uma segurança interior tão forte que acabamos por perder timidez e inibições, desenvolvendo a coragem e a comunicação tanto verbal como corporal. Tornamo-nos mulheres fortes, belas, sábias, com uma auto-estima fora do normal que nos faz enfrentar o Mundo com uma visão positiva e sonhadora. SARA NAADIRAH Professora e Bailarina de Dança do Ventre em Portugal www.saranaadirah.com saranaadirah@mail.pt Artigos Relacionados: Hajla Fayad é homenageada, Estilo Libanês de Dança do Ventre, Me adiciona (6654 Acessos) Novidades Panamericano de Dança 2008 (2422 Acessos) Notícias 4a Semana da Dança Piracicaba (2758 Acessos) Notícias Dança do Ventre, flamenco, feminilidade, personalidade e outros quetáis (6406 Acessos) Artigos A Dança do Ventre no terceiro setor: a recuperação do papel social (3060 Acessos) Artigos
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“Expressar a sua personalidade através da Dança Oriental, às vezes sozinha, outras acompanhadas, incita a Mulher a ter uma novo olhar sobre a sua auto-imagem (muitas vezes negativa) numa atmosfera fortalecedora e encorajadora. Este encontro entre o céu e a terra, entre a força e a sensibilidade, intensidade e paz interior, sensualidade e poesia leva muitas mulheres a alcançarem liberdade interior.” 





















