Aqui no Brasil, o estilo libanês de Dança do Ventre ainda é bem pouco conhecido e muito menos praticado. À primeira vista, eles são bem parecidos, mas existem certas características que o diferenciam do estilo egípcio, que é o mais comum entre as bailarinas, além do norte-americano.
Naima Akef, é uma das pioneiras nesse estilo. Reparem o giro final dela, que eu chamo de borboleta. Esse é um giro bem comum atualmente entre as bailarinas com esse estilo.
As bailarinas costumam ser muito mais interativas com o público, os movimentos de quadril são mais fortes e o sapato alto, é basicamente obrigatório. Não sei porque. As músicas com leitura libanesa costumam ser mais impactantes, com um Dabke comumente em algum momento da música. Das mais velhas, temos a Samara e a Lucy. A leitura musical é diferente e o espaço é mais utilizado também, com muitos giros, camelos, tranquinhos e twists. Quem não reconhece o furacão Amani com seu famoso "oito de corpo todo"?
As roupas são menos discretas e/ou mais ousadas. Mais contemporânea que as de cima, temos a Sahara. Cambrês enormes e movimentos no chão também fazem parte, como faz a famosa Dina Jamal.
Hoje, as bailarinas brasileiras que trabalham para o empresário Omar Naboulsi representam esse estilo lá fora e as que voltaram pro Brasil, têm procurado difundir esse estilo (como Esmeraldah, Warda Maravilha, Fabiana Tolomelli). Nossa querida do Rio de Janeiro Élissar representa o estilo libanês atual com muitos cabelos e giros, além da ousadia de cantar em árabe. A expressão costuma ser muito mais extrovertida que a do estilo egípcio, pela própria roupagem das músicas mesmo.
Estilo libanês é alegria e entretenimento! É uma opção para quem não se identifica muito com a introspecção do estilo egípcio, tão bonito quanto. Ninguém é obrigado a gostar, mas que ele existe e tem crescido, é inegável.