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Neste interessante artigo, Brysa Mahaila nos fala sobre características da Dança do
Ventre em sua origem, e como a mulher de hoje pode usufruir dos
benefícios de sua prárica. Confira!
A origem da Dança do Ventre nos remete a uma época remota, datada de aproximadamente 7.000 anos a.C, provavelmente no antigo Egito, onde rituais de fertilidade eram realizado por sacerdotisas . Porém, alguns autores defendem que o que chamamos hoje de Dança do Ventre é proveniente de um ritual sagrado anterior a mais antiga civilização, reconhecida historicamente, a dos sumérios.(Penna,1996).
Sabemos é que nesta época a dança tinha uma conotação sagrada e era realizada apenas em templos, exclusivamente entre as mulheres, sem qualquer caráter artístico ou de entretenimento.
As atribuições artísticas só foram agregadas a Dança do Ventre após a invasão árabe ao território egípcio, quando as tradições foram misturadas. (Buonaventura,1998)
Trazida ao Ocidente através dos filmes de Hollywood nos anos 40, essa dança ficou conhecida por " Belly Dance" e se popularizou nos países da Europa e América do Norte. ( Mohamed 1995).
Como toda a cultura que ultrapassa suas fronteiras, a Dança do Ventre também foi absorvendo características dos diferentes países em que se desenvolveu. Atualmente, engloba movimentos de várias outras danças, mas mantém algumas características primitivas de sua origem sagrada.
Através do Festival Internacional do Cairo, no Egito, percebe-se, que, atualmente a Dança do Ventre está presente em todos os Continentes, praticada por mulheres no mundo todo.( Mahaila, 2004, www.templodooriente.com.br)
A permanência dessa dança através dos tempos, atravessou fronteiras, vencendo as diferenças culturais, sociais e religiosas de cada país, onde é praticada se deve a um diferencial muito forte, ela atua diretamente na auto-estima e na auto-imagem das mulheres.
A mulher moderna, do século 21, é levada a exercer diferentes papéis que exigem dela um afastamento da sua identidade feminina. A mídia bombardeia diariamente a necessidade de seguir um determinado padrão físico para ser aceita socialmente. Contudo, a essência feminina individualizada fica latente dentro de cada mulher, e a descoberta da Dança do Ventre, propicia o resgate desta identidade que não precisa seguir nenhum padrão imposto, respeitando as diferenças e valorizando os aspectos específicos de cada mulher, em todas as suas fases da juventude 'a maturidade.
Na prática da Dança do Ventre, a mulher descobre que não precisa estar dentro dos padrões exigidos pela mídia para se sentir bonita e sensual. Com essa percepção, melhora a sua auto-imagem elevando a sua auto-estima e, a partir daí, transforma as relações em todos os níveis, social, profissional, familiar e sexual.
Como a maioria das práticas orientais, a Dança do Ventre trabalha a mulher de forma integral, corpo e mente são foco desta atividade. Desta maneira, o caráter terapêutico desta dança fica evidenciado.
Através da observação das alunas na Escola Templo do Oriente em Porto Alegre, constatou-se mudanças positivas tangíveis após um período de prática da Dança do Ventre.
A partir desta observação foi desenvolvida uma pesquisa no Curso de Pós-Graduação em Dança da PUCRS, no ano de 2003, onde ficaram comprovadas as hipóteses de que a Dança do Ventre atua como auxiliar terapêutico na melhora da imagem corporal, elevação da auto-estima e em conseqüência provoca alterações comportamentais positivas nas mulheres praticantes.
Observando o perfil da aluna de Dança do Ventre, encontramos, na maioria, mulheres adultas, profissionais bem-sucedidas, que buscam nesta dança uma atividade terapêutica que possa melhorar sua auto-estima e proporcionar um encontro com o seu "eu" feminino, abandonado ou esquecido ao longo de suas conquistas no mundo profissional e social.
Reunidas em grupos durante as aulas, normalmente em ambientes especialmente planejado para a prática da Dança do Ventre, entregues ao lúdico desta dança, exercem um tipo de ritual semanal que nos faz lembrar dos antigos templos onde as sacerdotisas realizavam rituais para ressaltar a sua condição de mulher reverenciando as forças criativas do ventre.
Artigo publicado originalmente em www.conexaodanca.art.br
Brysa Mahaila
Bailarina e Professora de Dança do Ventre
Pós- Graduada em Dança pela PUCRS- 2003
Templo do Oriente - Dança do Ventre
Cel. Bordini, 96 - Porto Alegre - RS
Fone: 51-33256138
www.templodooriente.com.br
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