QUEM É JOELMA BRASIL... Formada em Educação Física, pelas faculdades Integradas de Guarulhos(FIG). Pratica Dança do Ventre a 10 anos e ministra aulas há 6 anos. Proprietária do Espaço Cultural Agita Brasil, situado na Vila Guilherme - Zona Norte - São Paulo.
Participa do Festival anual de Belly Dance (Cairo-Egito) há cinco anos, onde estuda com as mais conceituadas professoras, coreógrafos e bailarinas do mundo árabe.
Apresentações e Workshops por várias cidades do Brasil.
Participação no Festival Internacional Mabruk (Rio de Janeiro), juntamente com a renomada Bailarina Libanesa Amani, representando o Brasil. Padrão khan el khalili de qualidade. 1 - Há quanto tempo você está envolvida com a Dança do Ventre?
Desde as primeiras aulas há 10 anos.
2 – Desde quando você vai ao Festival do Egito?
Desde o ano de 2001, onde sempre viajo com Omar Nabulssi da Belly Dance.
3 - Você percebeu alguma mudança no Festival e em suas participantes?
Sim, existem mudanças positivas e negativas. Pontos positivos: maior organização e divulgação do evento, mais opções de aulas e mais informações para quem quer participar. Pontos negativos: Com a maior opcão de aulas, e maior numero de participantes, as aulas tem ficado cada vez menos proveitosas e a atenção menor para cada participante. O festival esta crescendo muito e passando cada vez mais somente para o comercial.
4 – Como foi este ano? Quais as novidades?
As novidades são sempre bem vindas, mas a raiz esta se perdendo. Com a globalização, os trajes estão cada vez mais distantes do que conhecemos, quando pensamos em "dança do ventre", logo nos reporrtamos para aquela visão de "odaliska, harém, oásis, véus, tendas", e isso esta cada vez menos presente nos shows.
Roupas sem franja, calças longas, e as mais ousadas até dançam na calça jeans e com a calcinha sobre a cintura aparecendo fora da saia. Ao meu ver, não gosto, prefiro a roupa mais feminina e mais rainha.
5 – Qual a maior lição que a carreira de bailarina lhe trouxe?
Aprendi a ter paciência e persistência.
6 – Qual foi sua maior emoção de sua carreira?
Foram muitas, pois amo dançar, e o meu prazer maior.
Mas este ano de 2006, no Fesival Aida Nur, onde me apresentei representando o Brasil pela Belly Dance, foi muito especial.
No dia da apresentação, foi o jogo do Brasil, e assim que o Brasil ganhou, entrei no Palco (por coincidência), pessoas de várias partes do mundo estavam alegres em ver a nossa bandeira, e o carinho e respeito das brasileiras que estavam presentes foi muito gratificante para mim. Ver grandes nomes da dança nacionais e internacionais, como Lucy por exemplo, ali paradinhas me assistindo, sorrindo e aplaudindo , foi muito bom, inexplicável, VALEU, POR TODOS ESSES ANOS DE DEDICAÇÃO E ESTUDO!!!
7 – Qual música você mais gosta de dançar?
SET EL hOSSEN , essa música e da grande bailarina Nájua Fouad, que tive a honra de conhecer pessoalmente e tem uma personalidade imcomparável, e gosto muito de solo de derbak. 8 – Quais as suas dicas para quem está começando?
"Ame ou deixe-a". A dança do Ventre é uma atividade tanto corporal como terapeutica, mas nela só ficam as que se apaixonam.
Meu conselho é: apaixone-se e sinta o prazer de redescobrir a sua força e feminilidade. 9 – Quais bailarinas atuais merecem seu destaque?
Minha grande musa inspiradora é Fifi Abdu, adoro dança Balady, bailarina do povo.
Hoje em dia não se apresenta mais, e as bailarinas atuais que aprecio muito são Lucy (Egípcia) porque tem a dança egípcia, dança com a emoção, faz seu show na hora com muita alegria e Shahar Badri (Brasileira) por ser uma bailarina impecável com a raiz da dança e por sua competência como professora.