| Escrito por Nadya Chaves | |||||
Dos vendavais, do sol, do frio intensoMúsicas sibilam em tons ferinos Do pó, da seca, brota amor imenso Oásis, vida desses beduínos Oh, ases da sobrevivência Olhos que brilham qual sorriso de menino Oásis, fonte pura e cristalina Na vida seca, estéril de um beduíno Olhos que atravessam o inóspito deserto Da natureza não carregam ódio, mágoa Olhos que dançam, olhos de bailarina Olhos que brilham frente aos olhos d'água Como acreditar que exista vida, Como crer que possa até dar certo Mais que caravanas combalidas Vidas, muitas há em ti, deserto! O homem nu em frente à natureza Testando seu limite, entoa o hino Oh, Ísis, rega a vida, dá-nos água Na prece, a marca: sim, sou beduíno! Cantando sigo e cumpro minha sina De empoeirado ser, de viandante Se choro, é por inspiração divina Da alma ter meu cântaro transbordante... Leia aqui outros Poemas!
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Dos vendavais, do sol, do frio intenso





